Fórmula 1 em 2018 – Tudo o que precisas de saber

Antes de mais, vamos começar por dizer que uma boa parte do conteúdo deste artigo está no vídeo que publicamos hoje ao início do dia. Este artigo serve um bocado como uma atualização e também como uma forma de quem não tem hipótese de ver o vídeo possa ficar a par de tudo.
Comecemos pelas novidades estéticas e técnicas:
Halo
Ninguém gosta, é feio, torna os carros mais feios mas é um mal necessário por questões de segurança e não vale a pena estar a gastar muito tempo com algo que já fez correr rios de tinta.halo
“Barbatanas de tubarão” e respetivas “asas T”
Na época passada, e aproveitando uma lacuna nas regras, os construtores introduziram as chamadas “barbatanas de tubarão” (uma espécie de prolongação fina do capot até cima) e colocaram uma asa em cima que mais parecia um cabide. Este ano, com o fim das “barbatanas de tubarão” as asas passaram a ficar em baixo.

twing

Podem ver também ali por cima do trevo, aquela forma geométrica que é uma publicidade escondida à Marlboro.


Motores
Os motores continuam os mesmos 1.6 V6 Turbo com potências entre os 900 e os 1000 cavalos e todas as equipas vão usar os motores nas suas especificações de 2018. A grande diferença é que as marcas agora só podem usar 3 motores em vez de 4 para toda a época. Outra diferença é que a Ferrari e Mercedes usavam o óleo do motor para dar potência ao carro e isso agora foi severamente limitado.
Transmissão “televisiva”
Televisiva está entre aspas porque uma das novas mudanças este ano é a introdução de uma nova plataforma digital onde os fãs podem ver as corridas, treinos, conferências de imprensa, e muitas outras coisas mais com comentários em várias línguas e câmaras on-board, tudo por cerca de 9-10 euros mês e disponível em 40 países. Portugal não incluído! Por cá, e enquanto o serviço não estiver disponível no nosso país, podem sempre ver na SportTV, ainda que por preços muito mais elevados.
Podemos também adiantar que em Portugal estará apenas disponível um serviço mais barato, chamado F1 TV Access e que terá comentários audio das corridas, tempos em direto e acesso ao conteúdo vídeo histórico da Fórmula 1
Passemos às máquinas!
Mercedes-AMG Petronas
A equipa a bater! Vencedores nos últimos 4 anos e a equipa com talvez o maior orçamento. O carro pouco muda em relação à época passada e os pilotos também continuam os mesmos, sendo o Lewis “Bling Bling” Hamilton o principal candidato à vitória. Isto se ele não se lembrar a meio do campeonato que quer ir gravar um álbum rap. (Sem brincadeiras, é mesmo um dos seus sonhos!)mercedes1.jpg
Ferrari
A equipa por quem o Histórias está a torcer. Nunca fomos imparciais em nada, não o vamos ser agora! É o carro mais bonito e agressivo da grelha. Uma cor – vermelho como deve ser, e quase tantos apêndices aerodinâmicos como cavalos no motor.ferrari2.jpg
Se já no ano passado a Ferrari revolucionou o desenho das entradas de ar para refrigerar o motor e este ano todas as equipas copiaram, este ano eles foram mais longe ainda e revolucionaram o desenho com umas entradas de ar extra na parte de cima dos sidepods. E o que é que eles se lembraram de fazer para canalizar o ar para lá? Uma entrada e saída de ar no espelho com uma asa lá dentro! Curioso é que isto já é usado em automóveis de estrada, mas nunca ninguém tinha usado na Fórmula 1!ferrari mirror
Aston Martin Red Bull Racing TAG-Heuer
Uff, custou dizer este nome completo! Apesar de ter sido apresentado com uma decoração camuflada, a decoração final já foi também apresentada… e a camuflada era mais bonita, pois a final é mais do mesmo em relação ao ano passado.redbull2
Algo curioso a nível técnico é que em comparação à Mercedes e à Ferrari, o AMRBRTH apresenta um “rake” (inclinação do carro – traseira mais alta do que a frente) muito mais agressivo que as outras duas marcas. Outro facto interessante é a Ferrari ter aumentado a sua distância entre eixos para se aproximar da Mercedes, enquanto que a Red Bull manteve a sua distância entre eixos bastante curta, o que ajuda em circuitos apertados mas pode complicar em circuitos com curvas mais longas.
McLaren
Será que é desta? Depois de ter despachado os motores Honda para a Toro Rosso e instalado motores Renault, a expectativa é grande para ver como as coisas vão correr para a marca inglesa. Para já, os testes não parecem estar a correr muito bem, com poucas voltas realizadas e problemas a aparecerem constantemente. A McLaren apresentou o seu carro bastante despido de patrocinadores e com uma cor inspirada nos tempos do seu criador Bruce McLaren – o laranja papaia. Aliás, até a publicidade à Renault é quase impercetível.
mclaren

Conseguem ver a dizer Renault na parte de trás do capot?


Force India (?)
Este nome ainda é uma incógnita pois o diretor Vijay Mallya continua com problemas com a justiça, uma vez que já foi dentro algumas vezes, saindo sempre sob fiança. O carro continua cor-de-rosa e espera-se que a equipa que terminou em quarto lugar no campeonato do mundo de construtores nos últimos dois anos mantenha uma boa performance com os seus dois aguerridos pilotos: Sergio Perez e Esteban Ocon.
Williams Martini Racing
Uma das decorações mais espetaculares do plantel e da história do automobilismo – Martini Racing. Se calhar não era preciso dizer muito mais, mas infelizmente temos más notícias. Esta parceria vai acabar no final deste ano com a Martini a redirecionar o seu investimento para outras aventuras. Fala-se a culpa pode estar no facto de ambos os pilotos da equipa serem menores de 25 anos (Sergey Sirotkin 22 e Lance Stroll 19) e que isso não ajude a imagem da marca de bebidas alcoólicas. No entanto, em 2018 podemos contar ainda com esta mítica decoração.williams1.png
Renault Sport
Depois de um regresso ofuscado por um motor pouco potente e alguns problemas de fiabilidade, espera-se que este ano a Renault esteja bem mais forte. Para isto contribuiu a contratação de Marcin Budkowski, diretor técnico da FIA e a única pessoa a saber de todos os segredos de todos os construtores. Uma contratação bastante polémica pois era aquela pessoa em que todas as marcas confiavam e que pode muito bem dar uma força extra à marca francesa, algo a que mais ninguém achou grande piada. A Renault começou por apresentar o carro do ano passado com a “nova decoração”, mas entretanto já apresentou a versão final da máquina que Carlos Sainz e Nico Hulkenberg vão conduzir em 2018.renault2
Scuderia Toro Rosso
Agora com motor Honda, vamos ver se a McLaren fez bem em trocar para a Renault ou não. É que se a Toro Rosso fica à frente da McLaren muita gente se vai rir da escolha dos ingleses. Com Pierre Gasly e Brendon Hartley ao comando deste bonito touro, a expetativa é grande para ver no que vai dar esta fusão italo-japonesa.tororosso1
Haas F1 Team
Qualquer semelhança com o Ferrari de 2017 não é de facto coincidência. O construtor americano sempre teve uma forte parceria com os italianos que lhes fornecem o motor e isso vê-se no carro deste ano. Romain Grosjean e Kevin Magnussen são os pilotos que continuam na marca, pois fizeram um bom trabalho e levaram esta marca principiante a bons resultados.haas1.jpg
Alfa Romeo Sauber
Por fim, o regresso mais falado. A Alfa Romeo, marca do grupo Ferrari regressa à Fórmula 1 depois de ter estado afastada mais de 30 anos. O objetivo é tirar a quase falida Sauber do fundo da tabela e para isso conta com a ajuda do novíssimo motor Ferrari e da ajuda financeira do grupo FCA. Conta também com uma traseira de fazer inveja a qualquer Kardashian. alfaromeo
AlfaRomeo_Side_Low

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