A derrota de Daytona

Caso não saibam, o João Barbosa e o Filipe Albuquerque ganharam as 24 Horas de Daytona. Mas este artigo não é bem sobre isso…
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Apesar de aqui no Histórias sermos todos adeptos do desporto automóvel, nunca foi nossa intenção abordar muito o assunto porque para isso já há quem o faça muito melhor do que nós. Mas seria injusto não falar de uma das provas mais míticas do ano, até porque tivemos duas neste fim de semana: o Rali de Monte Carlo e as 24 Horas de Daytona. Quanto à primeira não há muito a dizer a não ser que ganhou o Ogier e ganhou bem! Quanto à segunda, eu gostaria de tocar aqui num assunto que me “faz muita comichão”.
Antes de mais convém dizer que o João Barbosa e o Christian Fittipaldi venceram a prova à geral pela terceira vez e o Filipe Albuquerque pela primeira vez, depois de no ano passado terem perdido a 6 minutos do fim graças a uma ultrapassagem controversa que atirou o Filipe para fora de pista.
Mas vamos ao que me fez escrever este artigo de opinião.
Uma prova mítica ganha por não um, mas dois portugueses ao mesmo tempo e a receção dos meios de comunicação desportivos portugueses foi… fraca! Um feito desportivo deste tamanho era motivo para capas de jornais, e basta ir aos sites dos jornais desportivos e temos que andar à procura no fim da página ou num canto pequeno qualquer para encontrar uma referência à notícia. Mais facilmente se encontram imagens de mulheres seminuas do que dum feito nacional automobilístico!
Ao todo estavam 5 portugueses presentes na prova, e todos com hipóteses de lutar pela vitória nas suas classes. Na categoria principal, para além da equipa vencedora, tínhamos também o António Félix da Costa que terminou em quinto lugar na sua estreia em Daytona e na categoria GTD tínhamos o Pedro Lamy que viu o seu “patrão” a espatifar o carro e o Álvaro Parente que terminou em segundo lugar da categoria.
Pilotos estes que nem sequer eram mencionados nas notícias nos sites desses jornais.
Fora dos jornais desportivos é tão mau que nem vale a pena falar, pois mais facilmente se encontra um tenista suíço do que dois pilotos portugueses.
Sinceramente não percebo. Num país com tantos adeptos de desporto motorizado, não se entende estas questões editoriais nem esta falta de respeito para com os atletas nacionais.
 

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